Ações do Janeiro Roxo movimentam equipes de secretaria de saúde em Bacabal

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Assecom Bacabal – No decorrer desta semana a Prefeitura de Bacabal, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) mobilizou diversas equipes para realização de ações voltadas a Campanha Janeiro Roxo, que promove o debate sobre a prevenção da hanseníase.
Nesta mobilização a Unidade Básica de Saúde (UBS), da Vila Coelho Dias deu o pontapé inicial, realizando um mutirão que envolveu os mais diversos segmentos da secretaria, levando para a comunidade as ações do Janeiro Roxo, em um trabalho harmônico em todos os aspectos, o que levou o secretário Silas Duarte de Oliveira a contabiliza saldo positivo na realização.
Na UBS Centro as Equipes 24, 32 e 33 realizaram, na manhã de quinta-feira, 24, Palestra Educativa com enfoque na prevenção e diagnóstico precoce da Hanseníase. A palestra foi ministrada pela Dra. Fernanda, que esclareceu todas as dúvidas dos pacientes da Unidade. Ação repetida da UBS do bairro Satuba e levada para a zona rural, para a UBS do povoado Brejinho. Em Brejinho a ação foi realizada pelas Equipes 11 e 40.
No Viva Cidadão, órgão do governo do Estado, a ações de combate a hanseníase, da Campanha Janeiro Roxo, foram ministradas pelas enfermeiras Fernanda e Cláudia. Os pacientes do Centro de Especialidades Dr. Coelho Dias, também foram alvos das palestras, na tarde de quinta-feira. Por seu turno, a  Equipe 08 realizou roda de conversa alusiva a hanseníase na igreja São Raimundo, discutindo com a comunidade a forma de transmissão, sinais, sintomas e tratamento. Também foi feita avaliação e ouvidos relatos sobre casos, marcando diferencial,  e apontando um conhecimento a mais na vida daqueles que estavam presentes.
Para os custodiados da Unidade Prisional de Ressocialização de Piratininga a Palestra sobre o Janeiro Roxo ficou sob a responsabilidade do médico Dr. Lula e a e enfermeira kelle. A Equipe 39 realizou Roda de conversa e a Avaliação em Ação do Janeiro Roxo para combate a Hanseníase na Igreja Assembléia de Deus do Bairro Pantanal. Também foram realizadas palestras na UBS do Areal e no Centro de Especialidades Dr. Coelho Dias. A responsabilidade pelas palestras foi da médica proctologista Yvanna Carvalhal, que prestas serviços em sua especialidade no Centro Coelho Dias.

Combate
O Brasil concentra mais de 90% dos casos de hanseníase da América Latina, sendo o segundo país no mundo com a maior incidência, ficando atrás apenas da Índia, de acordo com a Dahw Brasil, ONG alemã de assistência a hanseniamos com 61 anos existência e atuação em 21 países.
“A hanseníase está classificada entre as doenças negligenciadas, que são doenças da pobreza, junto com a leishmaniose, esquistossomose, tracoma. A rigor, todas as pessoas estão em risco. O que acontece é que a maior parte dos seres humanos apresentam uma resistência natural à doença. Portanto, mesmo entrando em contato com a bactéria que causa a hanseníase, não adoecem”, afirma a dermatologista Sandra Durães, Coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de casos passou de 25 mil em 2016 para 26 mil em 2017, o que corresponde a um aumento de 5,8%. Mas, para a pasta, isso não representa um crescimento da doença, mas sim um reflexo de sua maior detecção.
“Esses números refletem as ações desenvolvidas para melhorar a detecção de casos novos, visando o tratamento precoce para prevenir o surgimento de incapacidades físicas decorrentes da hanseníase”, afirmou a pasta, por meio de nota.
O diagnóstico e o tratamento da hanseníase são oferecidos pelo SUS. A prevenção consiste em ficar atento aos sintomas para o diagnóstico precoce.
“Já existem estudos que mostram que o medicamento utilizado para o tratamento, criado nos anos 1940 e massificado nos anos 1980, não será mais eficaz em 10 ou 15 anos. Como se trata de uma bactéria, ela vai criando naturalmente resistência aos medicamentos e não existe investimento para a melhoria desse remédio. É preciso que se volte a investir nisso”.